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quinta-feira, 29 de março de 2012

Augusto Bezerra afirma que a Empresa Torre persegue radialistas


O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Augusto Bezerra, disse que a Torre, responsável pela coleta de lixo em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, provocou demissão de dois profissionais de imprensa em Sergipe. De acordo com o parlamentar, os dois foram demitidos por terem criticado a empresa. "Aconteceu dois atos de violência contra a imprensa. O radialista Genilson Kennedi teve seu programa tirado do ar porque denunciou a Torre e Paulo do Valle, que fazia programa na Mega FM, também foi demitido".

O deputado disse que o empresário da emissora rompeu convênio com o prefeito Sukita porque queria calar o profissional demitido. "Vou a Brasília denunciar porque rádio é concessão. Sergipe devia saber como foram conseguidas essas concessões. Dois profissionais foram tirados do ar porque denunciaram a Torre", argumentou. O deputado declarou que as denúncias que tem feito na Assembleia, relacionadas a Torre, não tem caráter eleitoral. "Para não tomar uma decisão isolada, levei os colegas da Comissão de Meio Ambiente para ver o desastre ecológico na Taboca".

Saúde

Bezerra tratou também de questões relacionadas à saúde pública. Voltou a falar sobre as ações que a promotora Euza Missano move para garantir um melhor atendimento na Oncologia do Hospital João Alves Filho. "Espero que a Casa vote o requerimento que convida a promotora para vir ao parlamento. Eu trouxe os três processos da promotora, um deles sobre o aparelho de radiologia que mata as células cancerosas".

O vice-líder da oposição disse que no último dia 27 a juíza Cláudia do Espírito Santos despachou sobre o processo movido pelo MPE, expedindo liminar que obriga o Estado a cumprir, num prazo de 10 dias, a concessão de medicamentos. E ainda garante a disponibilização de exames e a programação de cirurgias num prazo inferior a 15 dias. "Essa é a primeira vitória da cidadania, dos pobres que sofrem com os problemas que existem na Oncologia do João Alves. E vou trazer o valor das propagandas que o governo gasta na televisão com relação a saúde", avisou.

Comissões

Em aparte, o líder da oposição, deputado Venâncio Fonseca, disse que a Assembleia precisa voltar à normalidade e votar projetos e requerimentos. "Os presidentes das comissões são responsáveis pelas votações e têm que convocar as comissões. Essa Casa precisa voltar à normalidade, tenho projetos que precisam ser analisados e as comissões não podem parar esperando projetos do governo", afirmou. Segundo ele, existem requerimentos esperando ser votados. "Tenho requerimento que convida o coordenador do Dieese e o presidente do Sindat para falar sobre a proposta de reajuste".

A presidente da Assembleia, deputada estadual Angélica Guimarães, declarou que a tramitação dos projetos depende das comissões. "Não depende da vontade dessa presidência. Estamos com a pauta trancada porque as comissões não dão andamento para a tramitação das matérias", explicou.

Por Dilson Ramos, da Agência Alese

Do Universo Político

domingo, 18 de março de 2012

PSB realiza Encontro Estadual de Mulheres Socialistas


Com o tema "Mulheres em Situação de Vulnerabilidade Social e Violência Doméstica numa Abordagem Multidisciplinar", o Partido Socialista Brasileiro (PSB), através da Secretaria Estadual de Mulheres, realizou, nesta sexta-feira, dia 16, mais um Encontro Estadual de Mulheres Socialistas. Filiadas e filiados ao partido, além de líderes da legenda - como o deputado federal Valadares Filho - prestigiaram o evento.



"Tradicionalmente, no mês de março, fazemos este evento dedicado às mulheres socialistas, que defendem a bandeira do nosso partido. Mas aproveitamos a oportunidade para convidar outras mulheres, que ao tenham filiação partidária ou que estejam em outros partidos para também participar. Temos grandes palestrantes e garantimos um importante debate nesta manhã", disse o deputado federal Valadares Filho, presidente do PSB.



Realizado na sede da Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE), localizada à Avenida Beira Mar, nº 2400, no bairro Jardins, o evento teve início por volta das 9h e se estendeu até à tarde. Houve uma mesa redonda para tratar da violência contra as mulheres, aspectos legais e efeitos psicológicos.

Da redação Universo Político.com

sábado, 17 de março de 2012

Adelson nega pressão do governador e diz que nunca revelou o teor da conversa


"Nunca expressei porque são coisas sigilosas. Não houve pressão de forma alguma", assegura

Provocado pelo repórter Eron Ribeiro, o deputado estadual Adelson Barreto (PSB) não confirmou a informação que, no dia da eleição para a presidência da Mesa da Assembleia Legislativa, o governador Marcelo Déda (PT), por telefone, o pressionou para não votar na deputada estadual Angélica Guimarães (PSC). A informação foi dada pelo radialista Gilmar Carvalho, assegurando que Déda chegou a dizer a Adelson que, se ele votasse em Angélica, teria nele não apenas um adversário político, mas um inimigo pessoal.

"Entendo que determinadas coisas, a gente não deve estar colocando publicamente. De repente, eu telefono para você para falar de um assunto sigiloso, e não é justo que você pegue essa ligação minha e saia espalhando por aí. Foi uma conversa que tivemos de governador para deputado. Agora, o teor da conversa, eu nunca revelei. Nunca expressei porque são coisas sigilosas. Não houve pressão de forma alguma. O governador não me pressionou. Ele entende que sou deputado e tenho legitimidade para votar na minha casa", disse Adelson Barreto.

O que revelou o então deputado Gilmar Carvalho (PR) no programa Jornal da Ilha, no dia 1º de março, na Ilha FM:

"Ele falou duro com Adelson: ‘quero que você venha, agora, no meu gabinete'. Quando Adelson explicou que nunca deixou de cumprir um compromisso e votaria em Angélica, o governador disse: ‘se votar deste jeito, você não vai ter em Marcelo Déda um adversário, mas um inimigo pessoal'. E eu que pensei que o ditador fosse João Alves", comentou Gilmar.
Fonte: Universo Político

sexta-feira, 9 de março de 2012

"Só mesmo um incompetente não governa com maioria", diz João Fontes

Fonte: Universo Político

"Foi assim com Albano, João... vai ser com Déda e com Amorim, quando chegar ao governo"
Déda: aposta de João Fontes

No início da noite desta quinta-feira 8, o ex-deputado federal João Fontes, que decidiu abandonar a política partidária e cuidar dos próprios negócios, comentou, por telefone, com o Universo como está acompanhado, mesmo que à distância, por conta da nova vida, os acontecimentos envolvendo o governador Marcelo Déda (PT) e os irmãos Edvan e Eduardo Amorim, que culminaram no rompimento da aliança, e, posteriormente, em exonerações e na necessidade de o governo do Estado recompor a sua bancada de sustentação na Assembleia Legislativa de Sergipe. João joga todas as suas fichas na capacidade de Déda voltar a governar com maioria.

"Só mesmo um incompetente não consegue governar com a maioria, e Déda já mostrou que é inteligente. Perceba que ele está agindo em silêncio. E só os sábios agem dessa forma. Déda está fazendo calado. Está certo. Quem fala muito entrega a pérola que está construindo ao adversário. É lógico que dá trabalho recompor a bancada. É preciso muita habilidade para costurar tudo. Mas Déda governará com a maioria. Até porque sempre foi assim. Foi assim com Albano, João, Valadares vai ser com Déda e com Amorim, quando ele chegar ao governo", disse João Fontes.

Segundo o ex-deputado, o racha no chamado governo de coalizão já era esperado. João Fontes avalia que tudo é possível na política de Sergipe. "Nada é novidade. Cada ator deste jogo já esteve antes com o adversário. E todo mundo traiu. É novela mexicana. Déda e Amorim eram inimigos, ficaram amigos, romperam e podem voltar o namoro. O grupo que está no poder sai pegando quem quer. Só não tem maioria se for incompetente. Qual foi o governo que não conseguiu isso em Sergipe? O PT chegou com minoria, mas Lula construiu maioria", explicou.

João Fontes assegurou ainda que os irmãos Amorim terão sérias dificuldades para manter todos os deputados que hoje estão na base. "Dificilmente, vão segurar estes deputados. Mesmo com a Lei de Fidelidade Partidária, é muito difícil. Eu sei como deputado gosta do cheiro da caneta do governo. Sempre foi assim. Em 1994, Jackson Barreto venceu a eleição no primeiro turno. Albano venceu o segundo e JB levou o grupo para o governo. No dia do rompimento, um deputado me disse que não sairia ninguém. Eu disse, na próxima semana, a gente conversa. Déda voltará a ter maioria. A dificuldade, agora, é por conta da escolha do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE)", acredita.

quarta-feira, 7 de março de 2012

João vê fragilidade em Déda como líder

Do Universo Político

"Quando há desarmonia, isso mostra a falta de um líder para administrar o projeto", diz João

Diante do racha entre o governador Marcelo Déda (PT) e o grupo dos irmãos Amorim (PSC e PR), o ex-governador João Alves Filho (DEM) disparou que vê fragilidade em Déda e diz que faltou de sua parte uma postura de líder. "É evidente que faltou. Está tão óbvio o erro. O povo elege o governador para governar, liderar. Isso é essencial. Mas, ao invés disso, o quadro hoje é de preocupante fragilidade do governador", criticou João em entrevista aoUniverso Político.com.

"Eu me inspiro muito nessas horas em Napoleão Bonaparte quando ele diz: nunca atrapalhe um adversário quando ele está errando. Então prefiro ficar em silêncio sobre isso", completou João, que acabou se estendendo: "cabe ao líder administrar a tormenta. O líder não é feito para as fases de bonança. Ele marca sua presença nos momentos de crise. Mas isso não foi notado no bloco do governador".

Questionado sobre a possibilidade de o DEM, aproveitando as circunstâncias atuais, reatar a aliança com o grupo dos Amorins, João Alves saiu-se: "não refleti ainda sobre isso. Mas posso usar uma linguagem popular para afirmar que em briga de branco, nego não se mete", disse ele, soltando após uma gargalhada.

João avaliou ainda que houve prejuízo diante do que ele chamou de "desarmonia" no grupo do governador. "Quando há desarmonia, isso mostra a falta de um líder para administrar o projeto. E assim seus liderados são prejudicados. Eu compartilho muito de uma visão de um historiador inglês, que diz que a história da humanidade é a história dos seus líderes. Se o líder fraqueja a humanidade sofre também. Então certamente foi isso que aconteceu", disse ele.

Vice do PSC

Provocado sobre a especulação de que o PSDB cederia para o PSC seu espaço na chapa com o DEM para prefeito de Aracaju, o ex-governador João Alves, evitando garantir essa possibilidade, comentou: "nós temos dois nomes no grupo que é o deputado Venâncio Fonseca (PP) e o ex-deputado José Carlos Machado (PSDB), então este nomes certamente estarão nas discussões sobre o vice. Mas o momento é de se consolidar o nome do candidato a prefeito. Então vamos estabelece o nome do candidato a prefeito. E muitos colegas partidários defendem meu nome, mas isso ainda não foi sustentado, até porque estamos atentos legislação eleitoral e ainda não é o tempo para isso. E só depois disto, conversaremos sobre o vice", disse ele.

MPF/SE processa prefeito de Porto da Folha por desvio de verba da merenda escolar



Do Mais Glória

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) está processando o prefeito de Porto da Folha, Manoel Gomes Ferreira, por desvio de verbas destinadas à merenda escolar. As irregularidades ocorreram em 2009 e o dano aos cofres públicos foi estimado em R$ 128,8 mil.

As investigações foram iniciadas após denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese). De acordo os dados reunidos pelo MPF, o prefeito fez saques indevidos da conta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no valor de R$ 75 mil, para os quais não apresentou notas fiscais que comprovassem os gastos com aquisição da merenda escolar, sendo que devolveu apenas pouco mais de R$ 23 mil aos cofres públicos.

A investigação do MPF também verificou que a merenda não foi entregue regularmente às escolas, apesar de os alimentos terem sido adquiridos. O Ministério da Educação identificou prejuízo de R$ 77,4 mil na distribuição irregular dos alimentos no município.

Pena – Diante das irregularidades, o MPF requereu à Justiça Federal que o prefeito de Porto da Folha seja condenado às penas da Lei de Improbidade Administrativa, que incluem ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até oito anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público. O procurador da República que assina a ação, Silvio Amorim Junior, reforça especialmente a exigência da devolução dos R$ 128.897,20 desviados das contas do município.

Como Manoel Gomes Ferreira está em exercício do mandato, tem foro privilegiado para julgamentos criminais. Portanto, os possíveis crimes cometidos pelos acusados serão ainda analisados pela Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR-5), unidade do MPF que atua perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), a segunda instância do Poder Judiciário Federal para os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O número do processo é 0000206-26-2012.4.05.8501.

Déda promete reforma no secretariado que traduza novo quadro político
Do Universo Político  

Depois de quebrar o silêncio, na semana passada, falando em prudência, responsabilidade e firmeza, o governador Marcelo Déda (PT) disse, nesta segunda-feira 5, que seu papel, neste momento, é refletir com muita calma e tranquilidade sobre a nova situação política do Estado.   "Um ato administrativo fala por si. Eu acredito que meu papel agora é refletir sobre as consequências nessa nova situação política na composição do governo. Portanto, avaliar uma reforma do secretariado que traduza o novo quadro político do Estado. Avaliar com carinho e responsabilidade os passos dado na política, e não deixar que a agenda política contamine a discussão sobre as obras que estamos fazendo em Aracaju e no Estado", disse.

Déda observou que será governador nos próximos três anos com ou sem maioria. E terá que trabalhar para que a sociedade sergipana tenha o melhor. "A questão política que existe foi testemunhada por toda a sociedade, e vou analisá-la com cautela. Não sou obrigado a opinar de forma imediata sobre temas como esse. Eu tenho que conversar com meus amigos como tenho conversado, e aos poucos ir desenhando o novo perfil político do meu governo. Eu estou ainda entrando nesse segundo governo. Vou ter tempo de ver quem é oposição e quem é base, trabalhando com calma e com tranquilidade. A política não convive com aborto", define.

O governador Marcelo Déda disse ainda que foi informado pelo secretário chefe da Casa Civil, Jorge Alberto, que os seus secretários estão colocando os cargos à disposição. "Para me ajudar na reconstrução do secretariado como elemento importante para traduzir o novo momento político. Achei um gesto de solidariedade e de confiança do chefe da Casa Civil e de seus colegas".

Vaga do TCE

Déda lembrou que a escolha do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) compete à Assembleia Legislativa, que tomará a deliberação no momento que julgar mais conveniente. "O nosso secretário da Educação, Belivaldo Chagas, é um dos políticos mais queridos do Estado pela sua lealdade, seriedade e responsabilidade. O líder do governo, (deputado) Francisco Gualberto, tem um documento assinado pelos 24 deputados. O líder da oposição deu declarações que o nome de Belivaldo seria votado por ele não por causa de nenhum acordo de maioria, mas porque ele achava que era o nome adequado para representar o Poder Legislativo na composição do Tribunal de Contas do Estado. Esse é um assunto que ultrapassa as fronteiras partidárias. Se houver mudança nessa lista de 24 nomes, não é problema nosso. Posso garantir que os deputados do PT não abrirão um centímetro na assinatura que deram. O nome de Belivaldo é hoje o nome que Sergipe espera ver".

De acordo com o governador, como presidente do Poder Legislativo, a deputada Angélica Guimarães (PSC) será tratada com todo o respeito e com toda a atenção que a Assembleia e seu presidente merecem do Poder Executivo. "Do ponto de vista político, merece os posicionamentos que virão a partir de agora. Declarações de seus líderes já foram publicadas na imprensa dizendo que o PSC não integra mais a administração".

Déda rompe silêncio sobre crise e fala em prudência, responsabilidade e firmeza



Do Mais Glória
O governador Marcelo Déda (PT), que vinha optando pelo silêncio, desde que rompeu com o grupo dos irmãos Edvan e Eduardo Amorim (PSC), na última segunda-feira, dia 27, por não concordar com a antecipação da eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, resolveu comentar “por cima” e, em poucas palavras, a animosidade pública, ao ser provocado por jornalistas, nesta sexta-feira 2, durante a posse do conselheiro Carlos Alberto Sobral na presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE).


“O que acontece com política não tem nada a ver com o que está acontecendo na administração. O que está acontecendo na política é para ser refletido, analisado e avaliado. Agora, cabe aos partidos políticos analisarem o quadro. Em especial aos partidos da base do governo analisar a nova situação. A nós compete, agora, prudência, responsabilidade e firmeza”, disse o governador sem detalhar ou mesmo rechaçar as críticas quem vem recebendo por parte de ex-aliados.